Um exemplo de orgulho dos ancestrais e sua história é dado na reconstrução, nos mínimos detalhes, da cidade velha de Varsóvia - utilizou-se de fotos antigas, pinturas, memórias... A "Old Town", incluindo o Palácio Real, está como sempre esteve por séculos, no que pese terem sido transformado em escombros durante a guerra.
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sábado, 3 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Os "desiarze", as "prazanka" e o bairro Praga
Vejam só (clique) o que diz a Caciana, gaúcha, estudante de relações internacionais da Universidade de Varsóvia, também residente na "nossa" rua Targowa em postagem de 1 de setembro. A rua continua até hoje muito especial.
Parabéns e felicidades Caciana, seu blog contém muitas informações interessantes para nós, e está muito bem desenvolvido.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Bárbara


Bárbara Schmid, uma pessoa especial, foi me apresentada no Rio, via internet, por um grande amigo. Reside em Viena, mas passa anualmente algum tempo em Varsóvia, sua cidade natal, onde dispõe-se a trabalhos voluntários, entre eles, no Instituto Histórico Judáico.
Recebeu-me no aeroporto de Varsóvia e desde então trata-me com muita atenção e carinho. Levou-me para conhecer os pontos mais importantes da cidade, incluindo o seu Instituto e seu notável acervo impactante.
Quando soube que eu queria visitar o local de residência do Chaia, na Rua Targowa 2, ficou perplexa. Levou-me ao local que buscava e contou-me uma história pessoal:
Sua mãe, ainda jovem, com 26 anos, durante a guerra, escondeu-se com mais 6 familiares, incluindo sua avó, nesta mesma rua, no número 64 - terceiro andar. Como somente ela não tinha fisionomia judáica, era a única que podia sair à rua. Por ser muito bonita, em uma dessas saídas foi seguida por um soldado alemão que a acompanhou, paquerando, até sua moradia. Os demais familiares em outro aposento ficaram aterrorizados, mas felizmente nada mais aconteceu.
Eis Bárbara na porta do prédio onde sua mãe encondeu-se e a varanda do terceiro piso. Ela já esteve no local diversas vezes.
Obrigado Bárbara por sua hospitalidade e atenção. São momentos preciosos em nossas vidas, que não mais serão esquecidos.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Um abraço no Chaia


Szaia Iuda Vibranovski, o Chaia, ou ainda o Xavier como era conhecido em Vitória, Espírito Santo, nasceu em um pequeno vilarejo chamado Kolbiel (clique para ver), a cerca de 50 km a sudeste de Varsóvia, em 1905. Comemorava seu aniversário no dia primeiro de maio, apesar de não ter certeza desta data. Os pais de Chaia, Moses e Hendla, tiveram uma numerosa prole de 8 filhos, 4 homens e 4 mulheres. *(Jitman disse: Os meninos chamavam-se Nathan, Saul, Guitman e Szaia. As meninas Fanny, Dora, Frida e (?). Fanny, já com sua filha Helena e mais Dora e Frida imigraram para o Brasil. Parece que mais um (filho/a ou marido/esposa) também imigrou porém retornou*).
Aos 23 anos morava na Rua Targowa 2 apt 234 no bairro de Praga em Varsóvia. Em polonês TAR significa BAZAR e Targowa pode ser traduzido como o local do bazar. Além da remodelação natural como qualquer cidade, Varsóvia sofreu grande destruição durante a segunda guerra. O edifício existente no local foi substituído por um outro prédio que leva o mesmo número 2. Ainda é o primeiro prédio desta rua. O prédio vizinho a este, já em outra rua é ainda antigo, mal conservado, expondo seus tijolos que provavelmente foram também vistos por Chaia.
O novo prédio aparentemente está recuado em relação ao prédio original. Na sua frente existe uma árvore que aparenta ser antiga... caso ela tenha mais de 80 anos, certamente Chaia brincou nela, deitou-se à sua sobra e quem sabe, garoto escalou seus galhos... não dá para saber, todos que puderam testemunhar já se foram.
Fica uma indagação: Em 1928, quando Chaia partiu para o Brasil, o bairro de Praga não era o local onde a maioria dos judeus poloneses viviam. Foi um local muito pobre, habitado pelos menos favorecidos. Ainda hoje este bairro é considerado inferior para residência e existem prostíbulos. Uma das hipóteses e que Chaia tenha usado este endereço somente para questões de obtenção do passaporte que foi feito em uma delegacia policial, na época vizinha do prédio.
O Instituto Histórico Judaico em Varsóvia possui uma notável coleção de informações sobre judeus que procuraram parentes após a grande guerra. Seus registros revelam somente 3 buscas com o nome Wybranowski (ou Wybranowka no feminino).
No dia 25/6/1946 Zofia Wybranowska nascida em Tomaszów Lubelski/Polonia (28/11/1913) e Aleksandra Wybranowska nascida em Zytomeirrz/Ucrânia (12/6/1941), mãe e filha, procuravam parentes.
No dia 19/10/1946 Josef Wybranowski nascido em Kielce/Polônia (2/1/1926) também procurava parentes.
É muito possível que Aleksandra e Josef ainda vivem. Vamos abraçar a árvore e procura-los.
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